Santo Antão ilha das montanhas
sábado, 26 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Santo Antao
Ilha da razao
Ilha paixao
Vejo no seio da felicidade
uma pura ansiadade
que a trisreza dos teus campos
e um pura irrealidade
nas suas montanhas vejo vontade
vontade de verdejar
vontade de produzir
pedindo chuva
pedindo agua
já foste forte já foste valente
já vi nos campos o teu talento
já produziste e reproduziste
Santo antao sonho que um dia verdejaras com emocao
e que os teus campos tornam sensacao
que essa gente possa colheitar
na alegria das suas folhas nas ladeiras e nos picos
alimentando vida nos seus ramos
santo Antao ilha minha
ilha sua
ilha de toda a gente
AUTOR-MARCO PAULO CHAI FERNANDES
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
DESENVOLVIMENTO DE SANTO ANTAO A NIVEL DO TURISMO
Turismo de aventura ganha terreno em Santo Antão
A procura de um turismo
diferenciado atrai cada vez mais estrangeiros para a ilha de Santo Antão. Todas
as semanas cerca de 230 turistas franceses chegam à ilha em busca de aventuras
nas zonas rurais, montanhas e vales. Um alento para os operadores turísticos,
mas que ainda não atingiu a “velocidade de cruzeiro” por falta de
disponibilidade hoteleira para responder à demanda.
De 2010 para 2011, o número de
passageiros que desembarcam no Aeroporto Internacional Cesária Évora, em São
Vicente, para desfrutar da variedade paisagística da vizinha Santo Antão cresceu
50 por cento. Mas o crescimento poderia ser maior, expressa o director do
aeroporto, Nuno Santos, não fosse a falta de infra-estruturas na ilha das
montanhas para acolher aquelas que vêm da Europa com desejo de desafiar a
natureza, percorrer trilhas em bicicleta ou a pé para descobrir o mundo
rural.
“Os grandes operadores
turísticos por vezes ficam limitados. Não podem fazer grandes investimentos - e
há bastante margem para isso - porque não há hotéis com capacidade suficiente
para um maior número de hóspedes. Os turistas quando optam por Cabo Verde vêm à
procura de sítios rurais e de hotéis que tenham traços da realidade cultural
destas ilhas e há poucos desses em Cabo Verde”.
Para além disso, por não haver
complexos turísticos para albergar um número significativo de turistas de uma só
vez, faz com que os operadores não consigam oferecer um pacote pré-pago “all
inclusive”, facto que, segundo Nuno Santos, traduz-se numa vantagem mas, ao
mesmo tempo, numa desvantagem.
“É vantajoso nesse aspecto,
porque como não vêm com o pacote pré-pago, eles tem de sair à procura de alguns
serviços, restaurantes; e isso implica dividendos para os locais por onde eles
passam. Traz uma nova dinâmica à economia da ilha, converge em oportunidades de
negócio e é atractivo para os próprios operadores. Por outro lado, pode ser uma
desvantagem na medida em que não podemos fazer economia de escala, o que
aumentaria o número de turistas que viriam para Cabo Verde. Ou seja, quanto
maior o número, menores são os preços e nós ganhamos na
margem”.
Turismo de trekking em Santo
Antão
Todas as semanas a ilha de
Santo Antão recebe cerca de 230 turistas vindos de França, em busca da natureza,
das montanhas e dos contrastes para a prática do trekking (caminhadas em trilhas
em busca do contacto com a natureza e culturas diferentes). Normalmente os
percursos escolhidos são Cova – Paul ou Cruzinha – Fontainhas – Ponta do Sol.
Uma prática que existe desde a década de 90, mas que tem vindo a ganhar terreno,
sobretudo com o envolvimento significativo de operadores turísticos que vêem
neste tipo de turismo um potencial a ser
explorado.
A organização é feita pela
Aliança Crioula, constituída por um conjunto de agências entre os quais CABETUR,
CABOLUX, NOVATUR e INCO. Os turistas chegam à ilha na segunda-feira de manhã,
após uma breve paragem na cidade do Mindelo, e dirigem-se aos três concelhos.
Alojam-se em hotéis, residenciais e pensões, fazendo-se acompanhar por um
guia.
Uma lufada de ar fresco
As ilhas de Santo Antão, Fogo,
São Nicolau e Santiago podem ser, dizem os operadores turísticos, não só “a
salvação para o turismo em Cabo Verde” como a garantia de “manutenção da
identidade cabo-verdiana”. E é nestas ilhas que podem vincar o trekking e o
turismo cultural.
Segundo uma representante da
Aliança Crioula, o turismo sempre sairá a perder se os operadores continuarem a
apostar apenas na vertente balnear.
“O turismo só existirá em Cabo
Verde quando este for fidelizado, facto que ainda não acontece. Os turistas que
procuram Cabo Verde como destino nunca mais regressam, porque voltam para os
respectivos sem conhecer realmente o diferencial que marca estas ilhas e que, se
for explorado, pode reverter esta situação. Este país de contrastes, das
imagens, da música, da cultura resume-se para a maior parte deles em sol e
praia”.
Apostar no turismo rural e
cultural são imperativos que deverão estar na linha da frente, quando o assunto
se vira para a sustentabilidade do sector. Segundo o empresário José “Djo Pan”
Oliveira, para além dos benefícios socioeconómicos, o produto turístico
cabo-verdiano sai “extremamente enriquecido quando tem a complementaridade Santo
Antão. Eu diria mesmo que a sustentabilidade do turismo cabo-verdiano passará
indubitavelmente pelas ilhas de cultura mais marcante como Santiago, Santo
Antão, Fogo e São Nicolau”.
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